Trânsito

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Atenção: queimadas nas estradas podem causar acidentes

A ocorrência de fumaça na pista não é uma situação climática, mas provoca falta de visibilidade semelhante à causada pela neblina, com algumas diferenças importantes.  “A fumaça geralmente ocorre de maneira bem localizada. O problema é que não se sabe o que encontraremos dentro dela e nem qual é a sua extensão”, explica Celso Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.
Dicas
Ao se deparar com essa condição adversa é preciso tomar alguns cuidados. O primeiro deles é evitar, sempre que possível, trafegar sob fumaça densa. Além de acidentes, a fumaça pode provocar irritação nos olhos do condutor e problemas de respiração, como tosse ou sufocação, principalmente nos motociclistas, que estão sempre mais expostos.
Quando for inevitável trafegar nessas condições, deve-se diminuir a velocidade antes de entrar na nuvem de fumaça e no caso de automóveis, fechar todos os vidros. “É importante também que a luz baixa esteja ligada”, alerta Mariano.
Outra dica é não parar, se estiver dentro da cortina de fumaça, é melhor sair do outro lado. “Nunca devemos frear bruscamente, pois os veículos de trás também estão com pouca visibilidade”, finaliza o especialista.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/atencao-queimadas-nas-estradas-podem-causar-acidentes/ 

De carona: Ícones da praticidade, motoboys somam mais de 2 milhões no país

A bagagem é eclética, mas o objetivo da corrida é sempre o mesmo: chegar ao destino com a encomenda dentro do prazo estimado e em segurança. Com esta missão, mais de dois milhões de motociclistas atuam como motoboys em todo país, conforme estima a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Entre uma entrega e outra, eles enfrentam o risco iminente de acidentes e têm de lidar, muitas vezes, com extensas jornadas de trabalho e olhares de desaprovação dos demais motoristas. Para dar sequência à série “De carona”, dedicada aos trabalhadores que estão atrás do volante, a Perkons mergulha agora no universo sob duas rodas para entender o cotidiano destes profissionais.
Atraído pelo fácil ingresso no mercado de trabalho, Marcos Cardoso apostou na profissão de motoboy há cerca de dez anos. Apesar da rotina estressante, característica do trânsito, ele admite que as maiores dificuldades estão em lidar com os demais usuários e, em alguns casos, decifrar a sinalização nas vias públicas – problema enfrentado por todos os usuários das vias, inclusive pedestres. “Com o Sindimoto/SP, muita coisa melhorou ao longo dos anos, como o salário fixo, que antes não tínhamos, e o aluguel de motos. Mas, ainda faltam políticas públicas”, pondera. Ainda assim, ele permanece irredutível: “O que mais me deixa com brilho nos olhos é, sem dúvida, a liberdade que tenho com essa profissão”.
Comum em usuários de moto de maneira geral, este espírito aventureiro, aliado ao formato do veículo – que é mais frágil e de visualização mais difícil por parte dos outros motoristas – , à pouca preocupação com a formação adequada de motociclistas e ao comportamento de risco por causa da pressa, podem acabar aumentando a exposição dos motociclistas aos perigos das vias urbanas. Dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) comprovam que, das 42.226 mortes provocadas por acidentes de trânsito em 2013, 28% envolveram motocicletas, ao passo que 60% das 170.805 internações no período tiveram participação do mesmo grupo. Em paralelo ao levantamento, estudo coordenado pela Abraciclo atribui os altos índices de mortalidade entre condutores de moto ao comportamento de risco adotado pelos próprios usuários. “É importante conduzir o veículo com a manutenção em ordem, usar equipamentos de segurança e respeitar a legislação de trânsito e os limites de velocidade”, recomenda o presidente da entidade, Marcos Fermanian.
Em contrapartida, embora estejam vulneráveis aos riscos das ruas, os motoboys estiveram à frente de apenas 23% dos acidentes envolvendo motociclistas avaliados pelos pesquisadores, cenário que, para Fermanian, se justifica pela experiência e qualificação da classe. Neste sentido, a Lei 12.009/09 – que regulamentou a profissão e passou a exigir qualificação por meio de um curso teórico/prático para obtenção de autorização para exercer a atividade (Condumoto) -,pode ter abrandado as estatísticas. “Com a lei, o motofretista passou a ter acesso a benefícios trabalhistas antes indisponíveis e sua atividade, que sempre exerceu papel importante, saiu da marginalidade”, afirma.
O incentivo da regularização, no entanto, mostra-se insuficiente diante do alto número de profissionais que optam por atuar por conta própria. Conforme o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas do Estado de São Paulo (Sindimoto/SP), entre os cerca de 220 mil motoboys ativos na cidade de São Paulo, apenas 10% estão regularizados com registro. “Precisamos trazer mais profissionais para a legalidade, mostrando a eles os benefícios de se andar dentro da lei”, endossa Fermanian, que salienta ainda a importância de uma fiscalização mais severa e do aprimoramento do processo de formação dos motociclistas.
O presidente do Sindimoto/SP, Gilberto dos Santos, por sua vez, acredita que a categoria, essencial por absorver mão de obra de segmentos que estão demitindo atualmente, alcançou conquistas expressivas nos últimos anos. “Ganhamos o adicional de periculosidade, que aumentou em 30% o salário da categoria, e o reconhecimento da profissão pelo Ministério do Trabalho qualificou a mão de obra e mobilizou a sociedade para olhar os motoboys como pais de família”, salienta.
Ao lado do risco de acidentes, discriminação faz parte da rotina
Há nove anos no ramo por paixão à liberdade da vida sobre duas rodas, Gleice Kelly Bonate, trabalha em uma multinacional com a entrega de malotes de documentos. “É mais do que uma profissão, é o que amo e sei fazer. Sou apaixonada pela liberdade de conhecer novos lugares e estar nas ruas, muitas vezes mais perto da natureza”, garante. Entre os obstáculos próprios ao ofício, ela menciona o preconceito, que neste caso não se associa ao gênero, mas parece enraizado à natureza da profissão. “Sou até mais protegida por ser mulher, o que me faz acreditar que o preconceito é contra a categoria, olhada com certo desprezo. Já sofri ameaça de motorista ao me desculpar por ter acertado o retrovisor com o baú da minha moto”, conta.
Para a socióloga e mestre em Linguística, Júlia Lucca, o preconceito enfrentado pelos motoboys tem origem tanto na maneira pela qual as cidades são compreendidas, como na consciência que os profissionais têm de si mesmos. “São cidades imaginadas para automóveis, onde motoboy e sua moto não teriam lugar. Em São Paulo, por exemplo, há uma luta pela construção de motofaixas, mas não teríamos condições de criar faixas exclusivas para todos os tipos de transporte nas vias urbanas”, ressalva. Para ela, a existência de um cenário mais democrático no trânsito depende, sobretudo, do investimento em educação. “Precisamos aprender a conviver com o diferente e a respeitar as particularidades de cada meio de transporte”, conclui.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/moto/de-carona-icones-da-praticidade-motoboys-somam-mais-de-2-milhoes-no-pais/

Projeto prevê pagamento antes de assinatura de transferência de veículo

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 5342/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que proíbe o vendedor de assinar o CRV (Certificado de Registro de Veículo) antes de receber o pagamento relativo à venda do carro.
Por meio do CRV, o vendedor informa o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) sobre a transferência do veículo para novo proprietário. É do interesse do vendedor, portanto, que esse documento seja entregue dentro do prazo, para evitar responsabilização por multas e outras penalidades impostas a partir da data da venda.
O autor observa, porém, que atualmente os bancos exigem que os compradores apresentem o CRV assinado, antes de autorizarem o financiamento do veículo. “Como pode o vendedor assinar o CRV, declarando que ‘vendeu’ o bem, se ele somente irá obter o pagamento após o documento assinado e com firma reconhecida?”, indagou Gouveia, ao acrescentar que essa prática contraria o princípio do “consentimento das partes”, que regula os contratos de compra e venda.
Tramitação
A matéria será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: http://portaldotransito.com.br/noticias/michael-bloomberg-e-nomeado-embaixador-global-para-doencas-nao-transmissiveis-da-onu/